CUIDADO no atendimento.

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CUIDADO no atendimento.

Cabelo despenteado, vocabulário inadequado e olhar de desânimo são comportamentos que afastam até o cliente mais disposto. Para fechar bons negócios, é preciso manter uma postura que remeta a credibilidade e confiança.

Nos últimos cinco anos o jeito de fazer comércio deu um giro de 180 graus. As lojas virtuais passaram a concorrer diretamente com as equivalentes físicas. Com mais acesso à informação, o cliente pesquisa preço, condições de pagamento, produtos e serviços de dezenas de empresas antes de finalizar a compra. Mais empreendimentos como o seu, por exemplo, estão no mercado, oferecendo produtos e serviços iguais.

Em cenário tão fortemente competitivo, uma alternativa para não fechar as portas é apostar no atendimento ao cliente e fazer dele o seu melhor vendedor. Tudo vai começar na hora em que o cliente colocar os pés na loja, essa é a primeira e única chance de causar uma boa primeira impressão.
A recepção inicial é primordial para o desenrolar do atendimento: o cliente entrou, precisa ser abordado igualitariamente, ou seja, sem julgamentos. ‘’ O vendedor não tem que julgar nada. Vendedor campeão tem que partir do seguinte princípio: se o consumidor entrou na loja ele tem que ser atendido de forma extraordinária, compre ou não compre’’, frisa Sérgio Almeida, conferencista na área de atendimento e autor de livros sobre o assunto.

“O vendedor tem que ter a sensibilidade de saber como é o cliente e a partir daí fazer um atendimento adequado à circunstância. Se ele ficar seguindo a pessoa como uma sombra, ela vai se sentir constrangida, irritada e vai estabelecer um cenário de não compra” explica Sérgio Almeida.

SORRISO DE PLÁSTICO

“É preciso gostar de pessoas e se automotivar: ‘’Tem que gostar do que faz, vibrar! O trabalho não pode ser um fardo. Venda produtos com os quais você se identifica, que tenha uma afinidade. Esteja de bem com a vida”, acrescenta Almeida. O sorriso e a disponibilidade vão além do primeiro contato, conforme destaca o conferencista: ‘’Independentemente se uma senhora vai comprar um ou dez vestidos, tem que ter o entusiasmo de colocar todo o estoque abaixo com sorriso. E se ela não levar nadam tem que agradecer pela presença e se colocar à disposição. É assim que se constrói uma boa imagem’’. O desânimo, completa Almeida, contagia o cliente, é preciso gerenciar: ‘’Tem que ter profissionalismo, o vendedor não tem o direito de transmitir seu mau dia para o cliente’’.

BOM COMPORTAMENTO

No mundo das vendas, mimo não significa só simpatia. É sinônimo de higiene, zelo e vocabulário adequado. Em seu livro Ah! Eu não acredito, Sérgio Almeida reserva um espaço só para a aparência. Vestuário, acessórios, maquiagem e tudo mais que for associado ao visual deve ser comedido, sem extravagância. A regra básica, de acordo com Almeida, é não exagerar: ‘’Por exemplo, saias curtas, blusas decotadas, saltos altíssimos e gravatas exóticas, nada disso fica bem. O vendedor deve ser notado pela competência, gentileza, pelo profissionalismo, jamais pela maneira extravagante de vestir-se.

A postura também é fundamental para transmitir credibilidade ao cliente. ‘’Mantenha a cabeça erguida, a coluna ereta, faça gestos suaves e tenha uma fisionomia alegre’’, sugere Almeida em seu livro.

É importante, entretanto, saber selecionar o vendedor adequado para sua empresa, seus produtos e serviços. ‘’Não dá para colocar um jovem descolado para vender carros de luxo a executivos’’, brinca Débora. O vendedor tem que ser a imagem da empresa, todas as suas atitudes representam a empresa, é a imagem dela que está em jogo.